quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lançamento de edital de seleção para publicação de obras literárias

Com a assinatura do Termo de Cooperação Técnica no último dia 9, entre a Segrase/ Editora Diário Oficial, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e o Banco do Estado de Sergipe (Banese), serão abertas as inscrições para o edital de publicação de obras literárias nas seguintes categorias relacionadas aos gêneros de literatura, estabelecidas como “Prêmios”:

• Poesia (Prêmio Santo Souza)
• Conto (Prêmio Núbia Marques)
• Crônica (Prêmio Mário Cabral)
• Romance (Prêmio Amando Fontes)
• Literatura Infanto-Juvenil (Prêmio Alina Paim)
• Livro Técnico-Científico (Prêmio João Ribeiro). Nesta categoria as obras consistem em teses, monografias, ensaios e dissertações em linguagem adequada para o público em geral. Os temas devem estar restritos a área de Ciências Humanas, relacionados às diferentes áreas da cultura e do patrimônio cultural.

O edital vai garantir aos autores a impressão de 1.000 exemplares, sendo que ele receberá 10 exemplares a título de pagamento de direitos autorais e 20% sobre o valor dos livros comercializados pelo preço de capa estabelecido pela Editora Diário Oficial, que será responsável pela revisão textual da obra, diagramação, criação e produção da capa, registro do código ISBN junto à Fundação Biblioteca Nacional, definição do preço de capa, distribuição comercial e institucional (incluindo bibliotecas públicas estaduais e municipais do Estado de Sergipe) e lançamento, conforme programação da editora.

O evento para o lançamento do edital ocorrerá na próxima terça-feira, dia 2 de março, na Biblioteca Pública Estadual Epifânio Dórea, às 10h.

Fonte: ASN


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Réstias

Por que essa rosa em tom rubro se o cinza está por trás em perseguição lenta e pesada? Dramin não seca mais essa voragem das coisas de dentro. O mundo quer vulcanizar pelos poros antes que pontos de solidão se instalem em cada órgão da vida. Frentes desconhecidas a sombrear os pensamentos, como que dizendo: "o instante é a única realidade que temos". A vontade é de sonhar doce, de deitar na gentileza e brincar íntima com a glória. Esperamos, em vão, pela gota de coragem caindo da telha após a chuva de revezes. Só nos resta fazer carícias nos momentos, nas réstias de vigor e no pulsar desta agonia pra que ela se esvazie de si mesma.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Trecho de Medeiros

Pode até parecer repetitivo falar de Martha Medeiros por aqui, mas este trecho de sua obra me tocou tanto hoje, que resolvi reproduzi-lo no blog.


"Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto."

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Outra visão do azul

Golpe de estrelas quando abandonam o céu pouco iluminado. Meio-tom de azul amargo. O exagero de anil aparece: marcas da rejeição de agora há pouco. Motivos não são visíveis, muito menos a importância imediata da indiferença na mutação de tudo o que era colorido. Uma noite despenca absurda em cima de restos de uma aquarela que já suportou até o puro rubro sangue do caos. É só a cor se desbotar a cada instante numa sombra interna: a consciência. Amemos a voracidade dos sonhos, para não sermos seduzidos pelas derrapagens do que dói ainda blue. Pelo menos a poesia faz visita em dias brancos de mar, quando a onda se mistura com o grosso caldo da água e gera a espumosidade alva. Ah, se o infinito fosse lilás...


Texto escrito em 2005.
LA

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Febre da sombra

A sombra que me aflige tem a largura de um drama. O diâmetro colorido de exageros, a douradez dessa margem e o árido sabor da garganta estourada arrepiam os pêlos de dentro. Enquanto isso, os pés gelam, a boca roxeia, o sangue se esconde depois da esquina. E assim vou, água fervente, escorrendo por entre os dedos da ânsia. Sou flama, talvez cama. Ou também febre. Ardor que cresce a cada transpiração para virar sal, água e angústia. É o suor dos sonhos desgastados pedindo líquido e renovação. No fim, a vida sempre hidrata.