
Cheiro leve, distante, confuso da libertação. Onde se esconde essa pequena-grande festa do espírito? Em que mentes livres deve atuar esse sistema que desaprega amarras, manifesta a plenitude do ser e ainda abre os braços para mostrar ao mundo seu potencial? Deve morar no mundo das não-explicações, onde só os mistérios podem pousar e agraciar com seu colorido envolto no véu da surpresa. Só lá é que a vida guarda seus segredos e faz teatro com os nossos corpos agitados numa rede de ligações sem solução. Precisamos ser resgatados do fundo de nós mesmos: vir à tona, transbordar e dar o tom das próprias limitações. Só assim a leveza fará parte da nossa existência, o céu se tornará mais claro e o chão será mais seguro. Andemos, pois!
