segunda-feira, 20 de julho de 2009

Skoob é mais um ambiente colaborativo na internet

* Artigo publicado na coluna Saber Ciência (UFS) no jornal Cinform, de 20 a 26 de julho de 2009. O texto foi produzido como exigência parcial para a disciplina "Linguagem do texto digital", ministrada em 2009, pela profª drª Lilian França, junto ao mestrado em Letras/UFS.

Por Lara Aguiar

Os ambientes colaborativos na internet estão alcançando o auge nos últimos anos. Uma prova disso é a crescente participação e acesso de internautas no Wikipédia, site onde todos podem contribuir com informações ou até mesmo retirá-las, se transformando em partícipe e co-autores do conteúdo exposto. Seguindo essa mesma vertente, surgiu no Brasil o site Skoob, uma das primeiras redes sociais focadas especificamente em livros.

No Skoob (www.skoob.com.br), o internauta pode montar a própria estante de livros, que ficará à mostra de amigos e seguidores. Como o site foi lançado no começo de 2009, muitos livros ainda não estão no banco de dados, mas podem ser cadastrados pelos próprios “skoobeiros”, com direito a sinopse, foto da capa e informações gerais sobre o livro.

Outro ponto interessante no site é que há um marcador que quantifica quantos livros já foram lidos, quais serão lidos, quais foram abandonados. Todos esses detalhes atiçam ainda mais a vaidade dos leitores em potencial. Há também o paginômetro, que calcula quantas páginas a pessoa já leu, a partir da soma de todos os livros colocados na estante virtual.

Inicialmente, o Skoob (books ao contrário, que significa “livros”) foi criado por um grupo de amigos que desejavam discutir sobre os livros que haviam lido, mas não ficou restrito a somente esse objetivo. Com a grande procura pelos internautas, os criadores acabaram liberando o site para o público em geral. Até jornais de grande circulação, como a Folha de São Paulo, já noticiou sobre a repercussão desse site no mundo cibernético.

Como a internet permite uma ampliação do campo comunicacional, ofertando como diferencial a possibilidade do usuário ser também o desenvolvedor de conteúdo, o Skoob é mais um site dentro dessa estrutura que hoje é mais um ambiente de comunicação de massa.

Algumas pesquisas realizadas nos Estados Unidos, publicadas pelo site New Scientist Tech, afirmam que os internautas contribuem em sites colaborativos com o intuito de chamar a atenção. Um exemplo disso é o famoso site YouTube, onde são exibidos vídeos de qualquer pessoa que queira cadastrar algum tipo de filmagem. Quanto mais existir visualizações a esse vídeo, mais o dono fica dependente dessa participação na internet.

Assim como os blogs, o Orkut, o Youtube, o Overmundo, o Wikipédia e o Skoob têm algo em comum: a interatividade. Todos prometem liberdade de expressão, de contribuição. Mas, nem sempre uma informação online é confiável, pois pode ser escrita por qualquer pessoa, mesmo anônima, sem as devidas checagens de veracidade da informação. As informações, no caso do Skoob, são resenhas dos livros, que podem ser corrigidas, criticadas e completadas por qualquer outro usuário.

Os meios de comunicação não são os únicos detentores da veiculação de informações. A organização agora é feita de forma multilateral, o que significa que os receptores não são somente passivos, já que são capazes de gerar informações. Isso é o que acontece com o Skoob, pois dá a oportunidade para que todos interajam, tenham amigos para compartilhar gostos literários, deem suas opiniões sobre qualquer livro, façam indicações, cadastrem livros, preencham a própria estante. Ou seja, em sites colaborativos como o Skoob, todos compartilham da inclusão de dados que é feita por cada usuário, além de estabelecerem um relacionamento com os colegas de rede e receberem um impacto a partir das próprias publicações.

Sobre escrever

"Às vezes tenho a impressão de que escrevo por simples curiosidade intensa. É que, ao escrever, eu me dou as mais inesperadas surpresas. É na hora de escrever que muitas vezes fico consciente de coisas, das quais, sendo insconsciente, eu antes não sabia que sabia."

(Clarice Lispector)

É o prazer da consciência de si o que move os sensíveis da escrita...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cadelinha perdida é destaque na TV

Ando sem tempo de me dedicar ao blog como eu gostaria, mas não poderia deixar de falar do que assisti ontem, num telejornal local, 1ª edição. Com o título "Crianças acham cadelinha poodle no bairro Cirurgia", a matéria televisionada dava destaque ao fato de uma cachorrinha bem cuidada ter sido encontrada na rua. Na sequência das imagens do animal, passaram depoimentos de quem a encontrou, com detalhes e minúcias da emoção de encontrar um cão perdido. Dizia a mulher: "Acho que ele está com saudade da dona". Depois uma veterinária aparecia falando da cadela. Tudo isso em minutos intermináveis. E olhe que, na TV, cada minuto vale ouro.

Ora, que eu saiba, há muito tempo que sumiço de cachorro deixou de ser notícia, até porque, é bastante comum esses problemas nas grandes cidades. Será que foi falta de assunto da emissora? Eu confesso que achei muito estranho dar tanta audiência a essa pauta. Não tinha mais nada grave acontecendo em Sergipe? Não que eu não goste de animais, pelo contrário, mas simplesmente não entendi alguém ter escolhido exatamente este caso de cachorro perdido para dar ênfase sem nenhum motivo diferenciado.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Essa é pra sentir...

"Te amo ainda que isso te fulmine ou que um soco na minha cara me faça menos osso e mais verdade"
(Hilda Hilst)

Luta


Gente, continuemos lutando em defesa do diploma de jornalista!