sexta-feira, 15 de maio de 2009

"Piratas" encantam Aracaju






















Fantasia, contorcionismo, equilíbrio, resistência. Depois de ter o ônibus assaltado na BR-101, recentemente, próximo ao município de São Miguel dos Campos (Alagoas), onde foram levados 34 notebooks e celulares, os integrantes do Circo Nacional da China chegaram ontem a Aracaju e mostraram toda a magia do circo, misturando elementos da ginástica olímpica e do teatro que lembravam um espetáculo de dança.
Os gestos muito bem pensados aliados aos movimentos treinados exaustivamente, foram a tônica da noite. As cores, então, eram a festa para os olhos da garotada que observava o cenário dentro da temática a qual se propôs o espetáculo intitulado "Piratas", todo bem costurado e cheio de ritmo.
A cada ato, uma surpresa. Coisas que não se imaginam reais, estão lá. Sim, é possível, você diz. Mas não para qualquer um. E, ao mesmo tempo, quando o prato não volta para a mão certa, o salto não sai bem sucedido, está lá o povo a aplaudir a tentativa, como se dissesse: eles são reais, também erram como nós.
O Ginásio Constâncio Vieira esteve lotado numa noite de chuva que se tornou inesquecível para milhares de mentes incendiadas com a certeza das possibilidades, graças ao Circo Nacional da China.

Fotos: Lara Aguiar

sábado, 25 de abril de 2009

Chega dessa mania de pedágio

Novamente estou eu aqui a falar desses "pedagiários" das universidades. Hoje mesmo vi vários deles com faixas pedindo grana para ir a um evento de comunicação, todos num semáforo da 13 de Julho, bem vestidos, esperando pela ingenuidade de alguns condutores que possam entregar os seus trocados.
Nessa espera, eles vão juntando um bom dinheirinho, que eu já ouvi falar. Depois, quem sabe, fazer um passeio na cidade onde acontecerá o tal "encontro do curso", divertir-se a valer e, para alguns, gastar a bufunfa na "fumaça". Nada contra, mas...apenas não acho que meus trocados teriam serventia nas mãos de estudantes de classe média, que tem papai e mamãe bancando a maioria dos caprichos e ainda "esmolam" nos sinais das esquinas em busca dos tolos.
Vou mandar pintar uma faixa com a seguinte frase: "Abaixo os pedagiários". Quem sabe assim, espanto muitos deles e resolvo um dos problemas da falta de bom senso no mundo...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Hohohohoho

Piada do dia:
Na Orla de Aracaju, um cidadão pára em frente aos vendedores de CDs e DVDs piratas e pergunta-lhes: "Tem o DVD do padre Fábio de Melo?"
Um dos vendedores responde: "Esse já foi vendido. Mas tenho aqui Aline Barros".
E o outro retruca: "Mas esse DVD é evangélico, cara!"

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Soprando vida

Toda vez que penso na morte, me vêm à memória a idéia de sopro, de pulsão, de ar que se esvai quando o peito pára de bater. Isso me faz pensar também que o sopro é dado na hora em que a vida desperta para o mundo, no tão doloroso nascimento. Então, me lembro de Clarice Lispector, que em uma de suas obras, “Um sopro de vida – pulsações”, remete à ideia tão óbvia e adormecida de que somos todos um vento que pousou na matéria e que um dia vai se soltar da crosta e uivar em outra dimensão.

O livro, escrito por Clarice no mesmo ano de sua morte, tem uma narrativa incomum, com um diálogo entre uma personagem e seu alter ego. Em nenhum momento essas duas faces da mesma vida parecem se entender. Aliás, esse jogo de dupla em completo desalinho é o que mais nos deixa assustados, como se um ser fosse dividido em dois completamente distintos e ao mesmo tempo interligados em seus dramas e sensações. É, porque, no fundo, os sentimentos de dentro são os mesmos, apesar de surgirem por motivos externos ou internos diversos.

“Um sopro de vida – pulsações” é um dos livros de que mais se podem extrair ideias, reflexões, poesia, enfim, tudo que existe de sublime num texto. É o pulsar o que se sente na leitura, é também a vida de Clarice pedindo ar, é o nosso grito asmático para o mundo. Por isso fica nas lembranças, acordando em momentos de cruzamento de entrada e saída de vida.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Clarice em Lisboa


Mostra sobre Clarice Lispector em Lisboa inclui fotos e textos

Mais de 20 fotografias e textos reunidos sob o título "Clandestina felicidade" ilustram, a partir de hoje, na capital portuguesa, a vida e obra de Clarice Lispector, uma das escritoras brasileiras mais influentes do século XX.

A professora da Universidade de São Paulo, Nádia Battella, selecionou este material dentre as mais de 800 imagens que compõem a "fotobiografia" que elaborou em torno da singular personalidade da autora.

"Clarice rompe qualquer estereótipo dos gêneros narrativos", afirmou à Agência Efe a especialista, que ressaltou o estilo "inclassificável" da autora de "A paixão segundo G.H..

"Nada resistia a Clarice: Nem um estereótipo, nem nenhum padrão", acrescentou Battela, que buscou inspiração no mundo dos contos de fadas para decorar a sala que recebe a mostra, situada na casa de Fernando Pessoa em Lisboa.

Mesmo depois de tantos anos após sua morte, Clarice Lispector continua sendo uma referência para os escritores latino-americanos contemporâneos, aos quais abre fronteiras à indagação filosófica, ao retrato filosófico e psicológico e à questão do ser no tempo.

A exposição sobre a escritora, que permanecerá em Lisboa até 15 de maio, é complementada com conferências e debates das quais participarão especialistas em literatura brasileira, além de leituras, cinema e teatro.

Fonte: Uol Diversão e Arte